A classificação dos capacetes mudou: 

o que isso significa para quem compra, vende e especifica

Por décadas, a classificação dos capacetes de segurança no Brasil foi definida pelo formato. 

Era simples de comunicar, mas não era o critério mais preciso para definir o nível de proteção

de um equipamento. 

A atualização da norma ABNT NBR 8221:2019 mudou isso. E quem trabalha com segurança do trabalho precisa 

entender o que mudou na prática. 

Como era a classificação dos capacetes antes 

Os capacetes eram classificados pelo formato da aba e pela classe de proteção. O problema é 

que o formato não diz como o capacete vai se comportar em um impacto real. 

A classificação era fácil de decorar, mas não entregava a informação mais importante: o que o produto 

realmente protege. 

O que mudou na NBR 8221:2019 

A norma passou a classificar pelo desempenho em testes, não pelo formato. O Tipo I indica 

proteção contra impacto no topo da cabeça; o Tipo II, proteção no topo e nas laterais. 

As classes foram reestruturadas. A Classe C substitui a antiga Classe A: protege contra 

impacto, mas não oferece proteção elétrica. A Classe G cobre impacto e eletricidade até 2.200 

V. A Classe E substitui a antiga Classe B, com proteção contra impacto e eletricidade até 

20.000 V. 

O que isso muda para quem especifica e vende 

A mudança não é só de nomenclatura. Quem antes indicava Classe B para risco elétrico agora 

precisa indicar Classe E. Em auditoria, documentação com a classificação antiga é um ponto 

de vulnerabilidade. 

Para o revendedor, a mudança abre uma janela: o cliente que pede Classe B provavelmente 

não sabe que o produto se chama Classe E agora. Quem explica essa diferença sai da 

conversa de preço e entra na conversa de valor. 

Os capacetes antigos ainda valem? 

Sim. Produtos com CA válido emitido sob a norma anterior seguem podendo ser usados até o 

vencimento do certificado. A atualização não invalida o que já está certificado. O ponto de 

atenção é manter o PGR e os registros atualizados conforme os produtos são renovados. 

Entender a nova classificação é parte de especificar com critério e de orientar bem o cliente. 

A Polymer fabrica EPI para quem entende o que está especificando. 

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